sexta-feira, 29 de julho de 2011
Outras ideias com reciclados
Luminárias feitas com talheres inutilizadas e copo descartável pintado.
Porta revista e jornal feita de garrafa pet anexada em base
Armários feitos de caixa de maçã
Porta treco feita de calça jeans com vários bolsos costurados. Pode-se fazer um porta calçados com a mesma ideia.
Pulseiras ecológicas feita de cano de pvc revestido com tecido
Porta toalhas de latas de tinta
Espelho de luz com aplicação de massa durepóx e colagem de pedras, com banho de verniz por cima
Carteira feita de caixa de leitra tetra pak
Cadeiras "recicladas"
Porta-retratos de papel de presente com alça de pecinhas de bijuteria
Restauração de cômoda com arranjos florais de garrafa pet em cima
"O ato criativo presume postular um trabalho árduo". Fayga Ostrower
Oficina 12
Encontros: ___/___, __/__, __/__ e __/__. Carga horária: 08.
Material: Garrafas Pet, tesouras, grampeador com refil extra, tinta pva para artesanto de cores diversas ( branco, preto, amarelo, rosa, vermelho, verde, roxo, etc.), pincel, cola quente e refil.
Observação: Material à parte, com moldes.
Modelo de objeto feito com garrafa pet
Oficina 11
Encontros: ___/___, __/__, __/__ e __/__. Carga horária: 08.
Esculturas criadas a partir do papel sobreposto. O molde é feito com bolas de papel, balão, sacolas recheadas, etc, até ficarem no formato desejado, depois aplica o jornal rasgado embebido na cola. Após a secagem o objeto é pintado. A técnica pode ser aplicada para a criação de bonecas, máscaras e outros objetos decorativos e utilitários.
Técnicas de escultura:
Modelagem: Técnica aditiva, acrescentando materiais maleáveis, como o barro ou a cera. Permite ser amassado, batido, enrolado.
Esculpir: Consiste em criar formas por meio da eliminação de algumas partes, como o entalhe. É o trabalho de retirar com uma ferramenta porções da peça, enquanto se estuda os efeitos resultantes, até que se dá a forma desejada do objeto.
Técnica construtiva: Preparam-se vários elementos separadamente e depois os uni. Os materiais mais utilizados para essa técnica são a madeira, o arame, o ferro, o papel e materiais reutilizáveis. Para prepará-los podemos cortar, dobrar, esticar. E para integrá-los à escultura podemos colar, encaixar, soldar.
Dicas de pesquisa: Obras de Antoine Pevsner e Naum Gabo (Movimento Construtivista Russo). Max Bill.
Materiais: meia-calça, arame (gramatura maleável e firme quando moldado), jornal, "grude" (cola caseira), cola branca (preferência Cascorez), massa corrida branca, pincéis, pigmentos e tinta, verniz (opcional).
Descrição da técnica: Torcer o arame e revesti-lo com a meia-calça bem esticada. Aplicar os jornais embebidos na goma. Repetira a operação, formando várias camadas de jornal. Após a secagem completa, passar a massa fina. A pintura é opcional. Pode aplicar um banho de cola ou envernizar a peça. Muito utilizada na decoração de ambientes (interno e externo, até pendurado no teto).
Oficina 10
Encontros: ___/___, __/__, __/__ e __/__. Carga horária: 08.
O papel machê (papier mâché) é a massa feita a base de papel e cola.
Seu uso é sugerido para:
- Modelagem de figuras em suporte de arame;
- Modelagem de frutas e objetos em geral;
- Modelagem de mapas, com representações de acidentes geográficos, por exemplo;
- Modelagem de maquetes com pequenos cenários;
- Modelagem de pequenas pecinhas para bijuteria; etc.
Composição de pratos decorativos para experimentação da técnica, que pode ser aplicada em inúmeros trabalhos. É uma massa feita de caixa de ovo triturada e cola, aplicadas sobre pratos para aderir o molde. É possível moldar objetos em diferentes formatos, utilitários ou decorativos. Depois de seca, a massa fica dura, resistente e leve. O prato é trabalhado com pintura ou uso de texturas.
Receita da massa:
Picar em pedacinhos caixas de ovos e deixar de molho na água com pinho, água sanitária ou vinagre. Bata no liquidificador, em pequenas medidas com bastante água para não danificar o aparelho. Em seguida coe a pasta em uma peneira. Acrescente cola branca até a pasta criar consistência própria para o manuseio.
Materiais: Caixas de ovo, 3 rolos de plástico filme, peneira, liquidificador, 10 l de cola branca (preferência Cascorez), 8 kg de massa corrida, 4l de tinta acrílica branca, 3 l de tinta acrílica branca, 3 de cada cor de tubinho de pigmento líquido tipo xadrez (preto e primárias).
Carga horária: 4 encontros
Modelo de decoração com pratos
Oficina 9
Encontros: ___/___, __/__, __/__ e __/__. Carga horária: 08.
O trabalho com as máscaras africanas são para resgatar as origens na cultura brasileira, como elemento da construção da identidade individual e coletiva.
As máscaras africanas remetem á cultura do povo. Estão ligada à música e a dança, muito utilizada em rituais de passagem e festas. Possuem texturas com padrões geométricos e são feitas com materiais naturais, como sementes, penas, galhos, flores e folhas.
Podemos utilizar cores em tons terrosos, o betume e miçangas na composição da máscara. Tecidos ou papéis de caráter rústicos também são apropriados.
Proposta: Criar uma máscara com a utilização de elementos da natureza, como por exemplo, galhos, sementes, conchas, etc.
Materiais: galões de água descartados, lixa d'água (fina), tinta acrílica branca, pigmento líquido tipo xadrez (preto e cores primárias), pincéis chato de cabo amarelo, tinta acrílica branca, retalhos de tecidos rústicos, sementes, cola quente e pistola.
Opcional: Pode ser feita a base da máscara com papietagem sobre balão.
Oficina 8
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A palavra "mosaico" tem origem na palavra grega muosein, a mesma que deu origem à palavra música, que significa "próprio das musas". É uma arte decorativa milenar, originário das civilizações egípcia e assíria e estendeu-se por todo o Oriente Médio. Na Grécia, o mosaico tomou impulso, sendo bastante utilizado na arquitetura; todavia, foram os romanos que mais usaram esse tipo de ornamentação. Os povos bizantinos destacaram-se pela utilização do ouro nos mosaicos.
Os mosaicos são representações artísticas de um desenho feito com abáculos, pequenos cubos de materiais como pedras, papéis, sementes, etc., de diversas cores. A técnica consiste em cortar pequenos pedaços de material e uni-los harmoniosamente, formando um todo.
a arte do mosaico exige muita paciência. Adquire maior beleza quando visto de longe. Na sua elaboração, foram utilizados diversos tipos de materiais e teve diferentes aplicações através dos tempos, como por exemplo pedra, azulejo, vidro, mármore, cerâmica, conchas, etc. O objetivo do mosaico é preencher algum plano, como pisos, paredes, telas. Atualmente é muito utilizado na decoração de ambientes internos e externos.
Materiais: Azulejos descartados de várias cores cortados, placas de MDF 4 mm cortadas em 40x30 cm, rejunte cor branco, turquês, pincéis, cola branca (preferência Cascorez).
Descrição da técnica:
Na madeira ou no objeto, faz-se o esboço da imagem a ser trabalhada. Selecione os pedaços a serem cortados de azulejo, ou eles já quebrados e cole primeiro os contornos do desenho. Preencha o restante da imagem, de acordo com cada cor. Aguarde a secagem. Aplique o rejunte com o auxílio do pedaço de borracha para não machucar as mãos. Limpe com um pano úmido ou palha de aço para retirar os excessos. Espere a secagem completa. Verifique se ainda há rejunte sobre as peças. Caso tenha, remova com um clips de metal.
Oficina 7
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A palavra Encáustica vem do grego enkausticos, que significa "gravar a fogo". Técnica de pintura das mais antigas, utilizada pelos gregos, egípcios e romanos. Diversos retratos (máscaras funerárias) foram executadas nesta técnica no Egito.
No começo da Idade Média também é usada, e , mais tarde, no Oriente e no âmbito cristão, é o procedimento mais utilizado para elaborar os ícones (representação sacra). Um bom exemplo de ícone em encáustica é o da "virgem entronizada com o menino Jesus" do Mosteiro Ortodoxo de Santa catarina, do monte Sinai, no Egito. A partir do século VIII e do IX esta técnica cai em desuso até que reaparece nos séculos XVIII e XIX, especialmente na Inglaterra e na França. O pintor francês Eugène Delacroix utiliza em mutias de suas obras algumas cores previamente misturadas com cera. A encáustica também é usada por artistas do século XX, como Jasper Johns e Maurício Toussaint.
É uma técnica de pintura que se caracteriza pelo uso de barra de cera ou cera própria para encáustica e pistola de ar quente. Muito resistente, bastando ver a quantidade de pinturas que resistiram ao tempo e chegaram até nós.
A preparação era feita misturando-se cera com pigmentos coloridos a uma solução que se obtinha com as cinzas de madeira e água (solução alcalina de carbonato e bicarbonato de potássio ou de sódio). A esta combinação misturava-se cola ou resina. Esquentava-se a superfície a pintar e também as espátulas. Às vezes fazia-se primeiro a base, gravando-a com a espátula quente e depois se enchia a incisões com o preparo da pintura.
Nos últimos anos a técnica tem ganhado destaque, agora com instrumentos mais modernos, como braseiros e maçaricos. Os materiais também sofreram adaptações, sendo usadas a cera de abelhas refinada, a cera de damar, a parafina e a cera de carnaúba. Os suportes usados são a parede de alvenaria, as placas de madeira e atualmente, a tela.
Podemos fazer a encáustica com uma vela acesa e derretendo o giz de cera nela. Conforme for derretendo, os pingos são aplicados ao desenho, criando relevo. Esta técnica pode ser aplicada em diversas superfícies. A técnica de pintura feita com o giz de cera derretido permite a criação de vários efeitos de textura em paisagens, retratos, naturezas morta, desenho abstratos, etc. O resultado é surpreendente e é muito resistente.
Materiais: Vários giz de cera coloridos, soldadores ou aparelho de solda, garrafas de vidro (vinho), azulejo ou outro objeto, placa, móvel, etc. como base, esponja de aço.
Descrição da técnica: Faz o esboço do desenho pretendido na base. Com cuidado, acende o aparelho de solda e quando esquentar, vá derretendo o giz de cera, um por um, conforme a cor, no lugar desejado. Após a aplicação em todo o desenho, faz-se o contorno para dar acabamento (opcional). Se a aparelho soltar muita fumaça, o ideal é que desligue-o e aguarde esfriar para recomeçar a trabalhar, pois o giz pode causar intoxicação. É adequado testar antes o giz, pois algumas marcas não são fáceis de derreter. Limpe o aparelho quando for necessário com a esponja de aço.
Oficina 6
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Criação de objeto tridimensional utilizando como base arame revestido de papel, criando seres, animais, personagens e objetos para decoração. Não existe molde. Pintura com tinta acrílica.
Receita da Goma ou Grude
Polvilho Azedo: Ferver a água e misturar com o polvilho azedo diluído em um pouco de água fria. Acrescente vinagre e guardar na geladeira.
Farinha: Faça um mingau com 1l de água e 2 xícaras de farinha. Acrescente 3 colheres de água sanitária ou vinagre (combate traças e mofo). Ou: 1 colher de farinha, 1 copo de água e 1 colher de vinagre, pinho ou água sanitária.
Materiais: jornal, fita crepe , "grude" (cola caseira), balão, tinta acrílica branca, pigmento líquido tipo xadrez (azul, vermelho, amarelo e preto), pincéis chato de cabo amarelo, garrafa, arame.
Descrição da técnica: Preparar a goma ou grude e reservar. Criar o projeto da escultura. Produzir a base ou estrutura para a escultura manter-se em pé. Fazer o molde do corpo com o arame e revesti-lo com o papel rasgado em tiras embebido na goma. Revestir com várias camadas, o suficiente para a escultura ser firme. Aguardar a secagem da cola. Fazer os detalhes com jornal, como cabelo, formato dos olhos,... Dar um "banho" de cola branca para garantir a colagem. Passar uma mão de tinta branca, aguarde a secagem e pode trabalhar com a cor desejada para cada parte da peça. Fazer os retoques necessários. Se preferir, aplicar outro material para dar acabamento ou decoração à peça, como miçangas, rendas, etc.
Opcional: Finalizar com um outro banho de cola branca ou com verniz incolor.
Oficina 5
Encontros: __/__, __/__, __/__ e __/__. Carga horária: 08.
Técnicas simples de texturas feitas a partir de colagem, pintura e utilização da massa corrida. Pode ser aplicadas em diversas superfícies e objetos novos e desgastados.
Materiais: massa corrida na cor branca, pigmento líquido da cor desejada, cera em pasta incolor, panos velhos, papel de seda, pente velho, purpurina dourada, betume, esponja, pincéis chato de cabo amarelo, guardanapos para decoupagem ou retalhos de papel de presente/tecido, cola branca (preferência Cascorez).
Exemplos de textura animal: as superfícies animais são as peles.
Exemplos de texturas africanas: Utilização do geometrismo e exaltação à natureza.
Um exemplo de textura feita com fotografias
TÉCNICAS
1 - Quadriculado: Preparar a base passando uma lixa para retirar as irregularidades da superfície e depois passar um pano úmido para retirar a sujeira (esse processo é feito sobre qualquer técnica). Fazer pequenos quadrados, um ao lado do outro, com a massa corrida seguindo a sequencia da posição do pincel: um para cima, um para o lado, uma para cima, um para o lado,... Depois de seca a massa, passa um pano sujo com cera em pasta incolor e betume (hidro ou da judéia). Aguarde a secagem completa e finalize passando a lixa d'água suavemente por cima, para aparecer o fundo branco.
2 - Textura com os dedos: Após preparar a superfície com a lixa e o pano úmido, passe uma mão de tinta da cor desejada para fazer o fundo da textura. Após a secagem, aplica-se uma camada de massa corrida de forma uniforme e pingue algumas gotas do pigmento líquido sobre ela, podendo utilizar mais de uma cor. Com as pontas dos dedos, faça um desenho ou uma marcação, misturando o pigmento à massa e dando forma para a textura. Aguarde a secagem completa da massa. Se desejar, passe uma mão de cera incolor por cima.
3 - Textura com pente: Mesmo procedimento de preparação da base e da técnica anterior, só que no lugar dos dedos, utiliza-se de um pente para criar a textura, fazendo o movimento que desejar, podendo ser reto, ondulado, interrompido, etc.
4 - Esponjado: Preparam-se a base e aplica uma mão de tinta da cor desejada. Após a secagem, pegue a esponja e a umedeça em outra cor de tinta, podendo criar um efeito de tonalidades, ou a cor que desejar. Bata sobre a placa a esponja, criando um efeito de textura. Se preferir, repita a operação com outra cor ou tonalidade.
5 - Massa corrida tingida: Prepare a base. Passe uma mão de tinta ou de betume na placa. Separe uma porção de massa corrida e misture pigmento líquido da cor desejada. Passe a massa sobre a placa e crie o efeito que desejar.
6 - Aplicação de papel de seda: Após preparar a base, amasse muito bem as folhas de papel de seda e as abra, preservando as "quebras" do papel. Passe cola sobre a base e cole as folhas. Passe uma segunda mão de cola, agora por cima da folha. Pinte e passe uma mão de cera incolor, e se preferir, uma de betume ou de verniz. Essa textura dá o efeito de craquelado, podendo trabalhar sobre ela o que desejar.
7 - Raspado: Preparar a base. Passar duas mãos de betume e aguardar a secagem. Passe a massa corrida sobre a placa. Passe uma mão de betume sobre a massa e aguarde secar. Depois, com auxílio de um estilete, faça algumas raspagens da massa, deixando aparecer a sua cor contrastando com a do betume. Limpe o pó e passe uma mão de cera incolor.
8 - Batnik: Parecida com a técnica do esponjado, só que utiliza de trouxinhas de papel embebidos na tinta.
9 - Decoupage: Revestimento da base com o papel ou guardanapo de sua preferência. Passa-se a cola sobre a superfície, cole cuidadosamente a papel e passe uma segunda mão de cola sobre ele. Se for o guardanapo, anexe-o sobre a placa e passe a cola cuidadosamente sobre ele, com auxílio do pincel. Pode-se misturar outras técnicas junto com a decoupage.
10-Banho dourado: Faça uma mistura de cola branca e a purpurina e aplique onde desejar. É interessante utilizar de uma técnica de revestimento e utilizar essa mistura apenas para fazer alguns detalhes ornamentais ou o acabamento.
Dica: Misture as técnicas e experimente inventar outras.
Armário restaurado pelos alunos do Programa Viva a Escola- Colégio Est. Santos Dumont - 2010.
1ª porta: Aplicação de tinta.
2ª porta: Colagem de xerox pintado por cima.
3ª porta: Xerox de revista em quadrinhos colada.
4ª porta: Colagem de papel laminado colorido no arco-íris e o céu feito de encáustica.
5ª porta: Colagem de recorte de revista, com colagem de pastilhas de mosaico e banho dourado.
6ª porta: Aplicação de tinta.
7ª porta: Aplicação de tinta e colagem de retalhos de papel de presente.
8ª porta: Impressão de estêncil.
9ª porta: Colagem de tecidos.
10ª: Aplicação de tintas somente com gotas (releitura das obras de Pollock: Expressionismo abstrato).
11ª porta: Colagem de figuras recortadas de revistas.
12ª: Técnica raspada com decoupagem no centro, em cima e em baixo.
13ª: Releitura de Abaporu, de Tarsila do Amaral.
14ª: colagem de xeros trabalhado por cima.
15ª: Técnica do papel de seda amassado, com banho dourado por cima.
16ª: Colagens de fios de lã, até preencher totalmente a porta.
Oficina 4
Encontros: __/__, __/__, __/__ e __/__. Carga horária: 08.
É um trabalho criativo ajustado ambientalmente às necessidades de um futuro limpo e consciente, e apresenta a diferença entre o olhar e o fazer. Visa no artesanato que utiliza embalagens de detergentes, xampus, discos de vinil e outros materiais encontrados no lixo. O que os outros jogam fora aqui é aproveitado para fazer arte.
- Material: Embalagens vazias e lavadas de produtos de limpeza e beleza, rejunte ou massa corrida, tesoura, cola, superfície à escolha (placa de mdf ou outro tipo de madeira, objetos utilitários, móvel pequeno), pedaço de chinelo.
- Descrição da técnica: Na superfície escolhida, faz-se o esboço da imagem a ser trabalhada. recorte as embalagens da forma desejada. Cole de acordo com a cor e com o desenho. Aguarde a secagem completa. Aplique o rejunte com o auxílio do pedaço da borracha do chinelo e limpe os excessos com um pano úmido ou com a palha de aço. Espere a secagem completa do rejunte ou massa corrida.
Tema: Releitura ou apropriação de imagem
- Escolher a obra que mais se identificou e a partir dela criar uma nova imagem, utilizando de elementos já existentes na obra, como cor, forma, figura, plano, conceito, algo que lembre a obra selecionada.
Lendo imagens
Assim como as palavras podem ser lidas, as imagens também podem. Podemos fazer a leitura de um objeto, de uma imagem na revista, de uma fotografia, desenhos, de uma obra de arte, etc...
Não há um caminho correto para a realização da leitura de imagens. Podemos iniciar a leitura fazendo uma descrição de tudo o que percebemos na imagem: observar as linhas, os pontos, as formas, as cores, as texturas, se há equilíbrio, se há contrastes, profundidade, planos, ritmo... Separamos as figuras dentro da imagem e também descrevemos tudo o que vemos: as expressões dos rostos, ou das plantas, se representa frio, calor, dor, tristeza, dramaticidade, movimento. Buscamos localizá-la no tempo histórico e no espaço, o tema, o motivo, os significados, a crítica e a estética. E buscamos realizar uma interpretação para aquela obra, relacionando com as nossas vivências, realizando uma compreensão das entrelinhas e das mensagens implícitas na obra.
A leitura de imagens proporcionam a "ler" o mundo, compreendendo os elementos estéticos e artísticos presentes e também a sua importância como linguagem, como meio de comunicação.
Releitura de imagens
A releitura ou apropriação da obra é, após a leitura, refazer a obra, expondo a sua interpretação, podendo utilizar de elementos já existentes, colocando ou não o seu ponto de vista, a sua crítica.
Ideia inicial: Utilize de uma folha e projete seu esboço. Continue na elaboração, acrescentando novas soluções à ideia inicial. Utilize uma outra folha se for necessário. Finalize a sua ideia e faça uma cópia do seu esboço em outra folha.
Estudo da cor: Explore as combinações diferentes de cores e tonalidades, buscando uma harmonia entre elas. Realize o estudo em outras folhas, se for necessário.
Produção final: Selecione o estudo que mais gostou e passe o esboço para a base onde será realizada o trabalho do mosaico. O esboço, o capricho, o desenho, a técnica e o conjunto da obra devem ser trabalhados com criatividade, observando a ideia inicial e a estética ou o resultado final.
Projeto de releitura de imagem
Obra escolhida:
Título:__________________________________________________________________________
Artista: _________________________________________________________________________
Data e local: _____________________________________________________________________
Dados da obra
Leitura e releitura/reinterpretação/apropriação:
Oficina 3
Encontros: __/__, __/__, __/__ e __/__. Carga horária : 08.
O estêncil é uma variação da gravura, pois a partir de uma base podemos realizar inúmeras impressões. É muito utilizada no movimento da street art, juntamente com outras manifestações artísticas de rua, como a pichação, o graffiti, o hip hop. É preferida por esses artistas de rua por ser rápida a sua impressão, e a pessoa não fica tão exposta na rua quanto se fosse fazer um outro trabalho. Pode ser impresso em papel, muros e fachadas, como estampa para roupas e etc.
- Estudo de imagem: selecionar as figuras que serão trabalhadas: 1 retrato (fotografia, imagem de revistas, etc.) e 1 ornamental (para aplicação interna e decorativa).
- Material: folhas de raio-X (lavar na água sanitária para desparecer a imagem), estilete, imagens, de tinta acrílica ou spray, fita crepe e jornal. (PASSEPARTOUT PARA EXPOSIÇÂO!)
- Aplicação da técnica: Colocar a imagem em baixo do raio-x, selecionar as partes à serem vazadas, trabalhar com o estilete sem mover a imagem. A impressão pode ser feita com spray ou com tinta acrílica e rolo de espuma.
- Impressão em papel com tinta (fazer as marcações. Selecionar o melhor para exposição)
- Impressão em parede (muro, parede ou outras superfícies)
- Impressão em tecido (Sugestão: pano de prato ou camiseta)
Customização no tecido: Após a impressão, aplicar outros materiais sobre o desenho, podendo ser miçangas e outras pedrarias, retalhos de tecidos, rendas, etc.
Imagem ornamental
Impressões em muro.
Colégio Estadual Santos Dumont. Trabalho realizado pelos alunos do Programa Viva a Escola de Artes Visuais - 2010.
Oficina 2
Encontros: ___/___, __/__, __/__ e __/__. Carga horária: 08.
- Bidimensional: Uma superfície plana tem duas dimensões, a altura e a largura. Exemplo: papel.
- Tridimensional: Um objeto com volume tem três dimensões, a altura, a largura e a profundidade. Exemplo: escultura.
- As possibilidades do tecido: Revestimento de objetos e superfícies, confecção de objetos inanimados, colagens, mosaico de tecido, fuxicos, patchworks, confecção de flores para decoração, arranjos, criação de bonecos, texturas em paredes e outros.
ESCULTURA DE TECIDO
Criação de objeto tridimensional utilizando como matéria prima o tecido, com o recheio do trabalho também de tecido, assim como os detalhes. Tema livre. Criação de objetos, seres inexistentes, ou composição abstrata.
- Materiais: Retalhos de tecido, linha, agulha e tesoura.
Saia feita de fuxicoParede revestida por retalhos de tecidoBoneco de tecido
Oficina 1
Encontros: 26/05, 31/05, 02/06 e 07/06. Carga horária: 08.
- Luz e sombra:
Tudo em nossa volta tem luz e sombra. No desenho dá forma, volume e autenticidade, enriquecendo-o. Existem recursos técnicos e de materiais para dar efeito no desenho. Com nanquim, caneta hidrográfica, tintas, esfumaçado (utilizamos o dedo, o esfuminho* ou algodão para dar esse efeito), pontilhismo ou hachura. Por pontilhismo (somente com pontos) ou hachuras (com traços, riscos, linhas, "jogo da velha"), o efeito é dado pela distancia ou agrupamento dos pontos e das linhas, dando sensação de luz, sombra, volume, rotundidade, realidade.
A direção que o foco de luz incide sobre o desenho nos permite perceber maior ou menor quantidade de sombra, o claro e o escuro. Áreas mais claras recebem maior quantidade de luz e áreas mais escuras recebem menos quantidade de luz.
Como trabalhar as emoções no preto e branco?
Ritmo, deformação, tensão.
*O esfuminho é um utensílio de feltro ou de papel, antigamente utilizado com massa de pão, para espalhar (esfumar) as cores em uma pintura com giz, pastel ou lápis.
- Gradação tonal com lápis:
Explorar todas as possíveis tonalidades do lápis, do mais claro, colocando menos força sobre o lápis, até o tom mais escuro, colocando maior força no lápis no momento de utilizá-lo.
- Estamparia:
É um artesanato muito antigo, com origem no Oriente. Uma alternativa oferecida na decoração de tecidos, móveis, papéis, etc. Suas matrizes (molde) podem ser inspirados em trabalhos de artistas plásticos. Um mesmo molde pode ser utilizado várias vezes no mesmo trabalho.
NATUREZA MORTA
É um gênero de pintura, assim como o Retrato, o Autorretrato, a Paisagem, a Cena Mitológica, a Cena Histórica, etc. É caracterizada por dispor de objetos do cotidiano, sem vida, como os alimentos, por exemplo, dispostos sobre uma mesa para o artista realizar a observação, estudando os efeitos na pintura, como a rotundidade (redondo), o caimento do tecido, a luz e a sombra, o efeito do vidro...
- Fazer uma tabela de tonalidades possíveis somente usando o lápis grafite.
- Fazer uma natureza morta com o lápis grafite, escolher um ponto ou foco de luz e trabalhar a luz e a sombra. Onde bater a luz, receberá o tom de grafite mais claro e onde não recebe luz, fazer mais escuro.
GRAVURA
É a arte de converter uma superfície plana em uma matriz. É a multiplicação de imagens através do ato de realizar um desenho sobre uma superfície - uma placa, a qual se fazem marcas ou relevos e ao serem impressas, passam para o papel essas marcas, formando assim um desenho, podendo utilizá-la quantas vezes desejar através da impressão.
Existem variações de gravura, podendo ser xilogravura (madeira), linóleogravura (borracha), litogravura (gordura), monotipia (uma base não porosa), gravura em metal, molde vazado (estêncil), serigrafia (estampas de camiseta), carimbos.
- Isogravura:
Técnica de gravar utilizando a bandeja de isopor como suporte. Pode ser impressa sobre folhas sulfite A4 e usada como estampa em camisetas, panos de prato, etc. Também pode-se aplicar pedrarias, retalhos de tecido e outros para customização. A impressão será feita com tinta acrílica.
Materiais: Bandejas de isopor, colher, rolinho de espuma, grampos de roupa e varal, papéis para impressão, caneta ou outro objeto para marcar a figura, tinta acrílica branca e pigmento da cor desejada.
Descrição da técnica: Recortar as bordas das bandejas de isopor. Fazer o desenho escolhido e gravar com a caneta. Entintar. Para imprimir, verifique se as mãos estão limpas e centralize a bandeja no meio do papel. Passe a colher por toda a superfície da bandeja, sem exercer força para não grudar o papel na bandeja. Retire a bandeja cuidadosamente e pendure o papel no varal para secagem. Após secar, fazer a identificação da impressão à lápis, colocando a data, o nº da impressão, o título do desenho (se houver) e assinar o nome.
- Carimbos:
Técnica da borracha branca e macia, marcada com relevos com o estilete.
Técnica do papelão com colagem de pedaços de e.v.a.
Técnica do papelão com colagem de barbante.
Esse procedimento pode ser aplicado à batatas e à rolhas de cortiça.
Podemos fazer carimbos até mesmo com partes do nosso corpo, como entintar a mão, o punho ou o pé e imprimir sobre uma superfície. Também podemos utilizar folhas das árvores, moedas, etc.
- Para entintar é melhor utilizar o rolo de espuma para uniformizar a tinta.
Alguns exemplos de natureza morta:
Desenho
- O estudo é um desenho que se faz para aprender as formas dos objetos ou seres.
- O croqui ou esboço é um desenho inicial, preparatório para uma obra, como um quadro, uma escultura, uma pintura, etc.
Maneiras de desenhar
Experimente desenhar utilizando giz colorido de quadro, ou com o giz branco em papel pardo (de pão), com pedaços de carvão, com plantas coloridas (como a folha do boldo, por exemplo), com canetas, com terra úmida, com pigmento misturado ao óleo, com pigmento misturado ao ovo (têmpera), com pigmento misturado a água (aquarela), etc. Faça desenhos utilizando somente linhas, ou somente pontos. Experimente também outros suportes, como paredes, vasos de plantas, no próprio corpo, metais, papéis diferentes, plásticos, etc. Desenvolva tema (assunto) para seus desenhos.
Procure observar imagens do seu gosto para desenhar, como recortes de revistas ou fotografias. Explore outras técnicas para compor imagens: colagem, colagem com volume, instalação (é a combinação de diversos materiais ou objetos colocados em um espaço), história em quadrinhos, fotografias, criação de vídeos, faça uma decoração diferente na casa, uma montagem, trabalhos com xerox, desenho no computador, faça uma roupa, etc.
É somente através da prática que se desenvolve o talento para o desenho e para as artes!
*Autodidata: Aquele que aprende sem auxílio de professor.
Os elementos formais da composição
Ponto
É o choque entre a ferramenta (lápis, pincel, giz) com o suporte (papel, tela, quadro). Possuí formato diferente, como de seres celulares, vistos de microscópios. Vários pontos causam a sensação de vibração. Um ponto ao lado de outro dá origem à Linha.
Linha
Quando o ponto se desloca no espaço dá origem à Linha. Ela é a sucessão de infinitos pontos, um ao lado do outro. Cada tipo de linha causa uma sensação diferente. Elas podem ser grossa, fina, interrompida, reta, curva, vertical, horizontal, inclinada, quebrada, ondulada, espiral ou mista (com mais de um tipo de linha junto).
Forma
Existem vários tipos de forma: abstrata (inexistentes, que não imitam a realidade), orgânica (de elementos naturais), geométrica (formas geométricas: quadrada, circular, triangular, etc.).
Textura
É a superfície do objeto, podemos percebê-la visualmente (textura visual) ou tocando nela (textura táctil). Pode ser rugosa, macia, áspera, polida, com relevos. A textura pode ser criada utilizando os demais elementos formais.
Cor
Cor é uma sensação, interpretação cerebral das ondas de luz que chegam ao cérebro.
Teoria das cores:
Cores Primárias: Azul, vermelho e amarelo.
Cores Secundárias: Formada pela união de duas cores primárias em proporção iguais.
Amarelo + vermelho = laranja
Amarelo + azul = verde
Vermelho + azul = roxo
Cores Terciárias: Formadas pela mistura de uma cor primária com uma cor secundária:
Amarelo + laranja = Amarelo ouro ou amarelo alaranjado
Vermelho + laranja = laranja avermelhado ou vermelho alaranjado
Vermelho + roxo = Vinho, roxo avermelhado ou vermelho arroxeado
Amarelo + roxo = Marrom
Verde + amarelo = verde amarelado ou amarelo esverdeado
Cores Complementares: Se complementam, formando as três primárias. Estão opostas no circulo cromático.
Cores Frias: Azul, roxo e verde (e seus tons claros ou escuros). Causam sensação de frio, sono, descanso. Lembram o gelo, a água.
Cores Quentes: Vermelho, alaranjado e amarelo (e seus tons claros e escuros). Causam sensação de calor, ânimo. Lembram o fogo.
Branco e preto: Não são cores, pois não existem no espectro solar. O branco é a união de todas as cores e o preto é a ausência de cor. Se misturadas à outras cores, não afetam na cor e sim na tonalidade. É o caso do preto, do branco e do cinza, que é a mistura do preto e do branco. Por exemplo, se misturamos o vermelho com o preto, a cor continuará a ser vermelha, porém irá escurecer, será vermelho escuro. Ou se misturarmos azul e branco, a cor continuará a ser azul, só que azul claro.
Monocromia: Uma cor só.
Isocromia: Uma família de cores. Por exemplo, a família do verde: verde bandeira, verde grama, verde claro, verde musgo, etc.
Policromia: Várias cores. O colorido.
Tons terrosos: Obtidos pela mistura de duas em duas cores secundárias. São as cores com tons de terra, como os marrons, o areia, o ocre, o bege, etc.
Oficinas de artesanato
O nascimento de Vênus (1485), de Alessandro Botticceli (1445-1510). Galeria dos Uffizi, Florença, Itália.
ARTESANATO E ARTES DECORATIVAS
Os homens e as mulheres há milhares de anos, tornaram-se capazes de fabricar objetos com as suas próprias mãos. Utilizavam materiais fáceis de obter, como o barro, a lã, as fibras de plantas, as penas das aves, etc. Com esses materiais construíram não só coisas úteis, mais belas também. Os artesãos e os indígenas se esmeraram tanto em seu trabalho que era comum transformarem os objetos de uso cotidiano em autênticas obras de arte.
A oficina de artesanato visa realizar atividades que despertem a criatividade, o senso de originalidade e a imaginação das participantes, promovendo o exercício de cidadania e de integração social, proporcionando uma alternativa de obtenção de renda. Com intuito de um trabalho laboral/terapêutico e com questões sobre o reaproveitamento de materiais descartados, as atividades enriquecem o conhecimento cultural e desperta o interesse pelas produções artísticas, estimulando o olhar e o pensamento para a criação: olhar um objeto descartado e desenvolver uma nova finalidade a ele. Pretende dispor de oportunidades para criar, experimentar, apreciar, contextualizar e pesquisar sobre a arte e o artesanato, possibilitando a ampliação da percepção e da sensibilidade, alterando suas relações com o ambiente físico e sociocultural. A oficina será ministrada com a metodologia pautada em dois momentos: A base teórica, com exposição da técnica e o resultado final, apresentação de conceitos históricos/artísticos/culturais relacionados e o manuseio adequado dos materiais. A prática é realizada com atividades e trabalhos individuais e coletivos com composição do objeto utilizando da técnica apresentada.
Início: 17/05/2011
Término: 29/11/2011